Continuando a sua senda de apresentação de "Dentro da Matriz", os Omiri sobem ao Maxime este fim de semana, dia 26 às 22h.
Omiri é um projecto de Vasco Ribeiro Casais (Dazkarieh) e Tiago Pereira (vídeo-jocking), uma proposta arrojada onde o baile tem um cenário: a tela de projecção onde dançam Wim Wandekeybus, William Forsythe, ou o Sr. António a bailar o Galandum.
A mistura de instrumentos estranhos e programações de Vasco Ribeiro Casais com a visão irreverente de Tiago Pereira misturam música "trad" e vídeo em tempo real, sintetizadores e matanças do porco, chouriças e Nyckelarpas com distorção, pessoas das aldeias que dançam e cantam ladaínhas actuais porque são e sempre foram de hoje. Tocar, dançar - e criar - é o que parece dizer este projecto, que atira convenções bafientas às urtigas.
Omiri is a project that stands between the ancient and the modern.
A musician and a Vj take traditional dancing styles and ancient musical instruments and turn them into an audio-visual journey where modern merges with tradition, rejuvenating it and turning it alive and ready to be experienced in light of modern times.
Going through original compositions and the fusion of other ambiences, Omiri takes the dancers in a journey to unexplored universes.
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Em redor da pergunta provocatória "o que seria se a música Portuguesa gostasse dela?" parte-se para o debate na Universidade. Na U. Nova de Lisboa, [auditório 1, torre B] esta terça-feira às 18:00. Uma iniciativa em redor do documentário "Significado" de Tiago Pereira.
A propósito de quarto irmãos músicos, fundadores da Associação Cultural d’Orfeu localizada em Águeda, constrói-se uma génese da música tradicional portuguesa para em seguida se alargar a outros contextos e colocar-se a seguinte pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?
O titulo provisório do novo documentário de Tiago Pereira foi "Contexto e significado - a música portuguesa se gostasse dela própria -" durante algumas semanas. Com o aproximar da data de conclusão acontece a metamorfose para "Significado - a música portuguesa se gostasse dela própria". Mas as imagens contam também uma outra história, ensinam um outro processo essencial na cultura que se cria, o de contemporanização da cultura de raíz tradicional.
Partimos neste avião d'Orfeu em classe de luxo, recebendo uma demonstração de contexto em que vários nomes da cultura tradicional [Júlio Pereira, Victor Rua, Carlos Guerreiro entre outros] nos trazem os traços essenciais do fazer música trad em Portugal. Uma demonstração cheia de saber, de vontade e paixão que nos cativa o olhar levando para bem longe do mundo lá fora. Com a dinâmica própria do video do Tiago Pereira, recebemos as boas vindas a bordo [para já apenas em Português, mas traduzido em breve].
Tendo a bagagem essencial, contextualizados os problemas de interpretar e criar tradição, é a vez da história da d'Orfeu ganhar a atenção dos holofotes. O percurso dos quatro irmãos é trazido em contexto com a realidade de um país a re-descobrir as suas raízes. Descobrimos a improvisação do Bitocas, a mestria do Rogério Fernandes, a irreverência do Luís Fernandes e a exploração sonora do Artur Fernandes. Ouvimos intervenientes nessa história, percebemos de onde veio esta obra, quem inspirou, ensinou e acarinhou as raízes da casa.
Nesta travessia de história somos então convidados a entender o processo essencial que marca a identidade da d'Orfeu enquanto fazedor de cultura: a contemporanização das coisas da tradição. A sobreposição de melodia tradicional com melodia contemporânea, o explorar do instrumento abandonado no preconceito, a recolha e a descoberta, a captação de novo público.
"Isto é a descontrução na plenitude de uma cantiga, que não deixa de ser reconhecível, e isso é muito importante para os públicos que a conhecem, que a cantaram, que a ouviram pelas avozinhas, mas [ainda mais importante]... para novas pessoas começarem a cantar" Luís Fernandes
Sem que as datas sejam sequer ditas, sem que a sequência de eventos seja focada, nasce-nos a imensa obra cultural em Águeda ao som da contemporeneiadade de melodias antigas, de formas inovadoras de ouvir e cantar.
A partir de agora este "Significado" será visto e interpretado. Daqui a 2 meses verá a sua estreia oficial e novos voos se lhe colocarão. Há já quem tenha proposto que seja levado como documento essencial a escolas e bibliotecas. Há quem nele veja uma forma de quebrar perconceitos, de estilhaçar redomas de ideias antigas.
Seria também "Contexto e contemporanização" um titulo justo para esta obra? É também o título que nos deixa o desafio de aprender a música portuguesa, de gostar de nós. No título vive um "se", que remete para o condicional. Mas estamos certos que este condicional desaparecerá pouco a pouco, passo a passo, com obras como a do realizador e do realizado. Porque se vão quebrando preconceitos, criando obra, afirmando um ponto de vista fundamentado temos a certeza que em breve escreveremos "a música portuguesa e como ela [e outros] gosta dela própria"
O abandono dos temas populares, a reconciliação é impossivel.
Oficialmente o blog modularvideo terminou, a minha prestação, excepto em raras excepções, dentro do movimento tradicional e popular em Portugal acabou. O blog fica no entanto alojado aqui, pois considero que não deve ser perdido o seu conteudo, não me arrependo de ter enveredado por este caminho, mas neste momento preciso de uma pausa, não sou radical ao ponto de acabar com tudo, a minha participação em Omiri continua, mas o blog e os filmes de velhinhas não. De facto não faz parte das minhas actividades futuras fazer filmes sobre memória popular, a necessidade de documentar é muito grande e existem outras memórias para alfabetizar.
Tinha preparado estes videos onde tentava explicar que as diferenças apesar de poucas eram devastadoras. O rural vai ser sempre contaminado pelo urbano, mas o urbano tem obrigação de realçar o bom que o rural tem, tornando o mais urbano ainda sem perder a essência do rural... Complexo? Não, nem por isso até é bastante simples. A paisagem sonora pode e deve ser música da memória e utilizada até mais não e os velhos devem ser pessoas, não deuses rurais de um cantar perfeito.
Mostra Tiago Pereira Festas da Cidade "Rotas e Rituais"
Escrito por Tiago Pereira
24,25,26 e 30 de Junho, Cinema S.Jorge
A mostra reúne 12 filmes, uma vídeo-performance em tempo-real e uma conferência com a presença do realizador. A selecção de filmes apresenta algumas das explorações de Tiago Pereira ao conceito de tradição e às origens da memória colectiva. Incidindo sobre noções de popular, etnografia, e de património imaterial o seu trabalho desafia as convenções formais do cinema e do género documentário, procurando deste modo, criar várias impressões sobre o material recolhido. Os trabalhos apresentados manifestam uma actualização do tradicional alterando a sua natureza para uma noção dinâmica, transmissível e transformadora. O processo criativo de Tiago Pereira revela uma produção insistente de narrativas não lineares, que se dirigem para uma reconciliação da memória contemporânea. Devolver a música ao espaço público da sociedade é uma forma de lembrar a urgência de alfabetizar a memória do futuro. O cruzamento interdisciplinar de ferramentas digitais, frequentemente utilizadas por vjs e performers audiovisuais, com processos artísticos característicos da música tradicional e electrónica, permite a Tiago Pereira desenvolver uma linguagem visual original e estabelecer uma comunicação inovadora entre o passado e o presente.
O trabalho do realizador e visualista Tiago Pereira incide sobre a riqueza cultural portuguesa. A dicotomia entre contemporâneo e rural muitas vezes reveladas nas suas obras, reúne dinâmicas que permitem analisar e reflectir sobre processos de construção de identidade nas comunidades que nos rodeiam. As recolhas etnográficas que realiza, são objectos fundamentais porque reveladoras do grau de impermanência da sua cultura. Em termos de memorização, o seu trabalho mostra como é necessário documentar porque a população está a modificar-se, pelo contacto de culturas ou porque a tradição se vai perdendo. No entanto, é preciso ver a tradição como um fenómeno dinâmico e sofisticado, e a transformação de hábitos e valores como um aspecto saudável da sociedade contemporânea. Esta conferência irá reflectir sobre novas correntes de pensamento criativo, os impactos que as linguagens visuais têm vindo a produzir na aquisição de conhecimento, e nos processos de representação envolvidos na construção de identidade colectiva, num país com um interior cada vez mais desertificado e um litoral acentuadamente sobrepopulado.
Com este evento pretende-se divulgar um sector de artes e ofícios de raiz artesanal, maioritariamente no âmbito dos instrumentos tradicionais, bem como proporcionar a interacção entre músicos e construtores, uma vez que os músicos são os principais...
1 de Agosto: Miranda do Douro FEIRA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS IBÉRICOS / L BURRO I L GUEITEIRO http://www.myspace.com/diabonacruz http://www.myspace.com/galandumgalundaina
A Galandum Galundaina - Associação Cultural e a AEPGA...
ANDANÇAS 2010 | Carvalhais, S. Pedro do Sul, Portugal | Carva... 07:00 
Comunidade: na edição de 2010\, o Andanças vai transformar a aldeia de Carvalhais na verdadeira Aldeia Global. Vamos juntar músicos\, dançarinos\, voluntários\, cientistas\, artistas\, de muitas origens: gente com ideias novas\, brilhantes\,...